Análise de carteira · Fundo de Investimento em Direitos Creditórios
Da antecipação ao médico até a cota do investidor — o que a operação cobra, o que o fundo realiza, e o que sobra para o cotista.
A carteira não tem problema de crédito. Tem preço de originação pela metade da tabela, volume caindo 18% em dois meses e 15,5% do patrimônio parado — nessa ordem de causa.
Não há diversificação a analisar. Todos os 328 títulos vivos e todos os 769 liquidados têm o mesmo cedente e o mesmo sacado. O retorno de 9,76% é, na prática, o preço de um único risco de contraparte municipal.
O fundo compra recebíveis de uma única prestadora de saúde contra uma única secretaria municipal. Qualquer interrupção no fluxo de pagamento da prefeitura de Ananindeua leva a carteira inteira junto — não existe efeito de pulverização para absorver o choque.
O histórico é notavelmente estável: cinco meses consecutivos entre 8,6% e 11,0% de retorno sobre o custo, sem tendência de deterioração. A recuperação sobre a face é de 100,08% — o sacado paga integralmente, e antes do prazo.
| Comportamento | Títulos | % do caixa |
|---|---|---|
| Antecipado 1–30 d | 743 | 94,3% |
| No vencimento | 25 | 4,7% |
| Antecipado > 30 d | 1 | 0,0% |
| Atraso 1–30 d | 3 | 1,0% |
| Atraso > 30 d | 0 | 0,0% |
Mediana de −11 dias em relação ao vencimento. Pagamentos chegam em lotes mensais, quase sempre entre os dias 8 e 20.
| Faixa | Títulos | % |
|---|---|---|
| Prejuízo | 1 | 0,1% |
| Ganho 0–5% | 16 | 2,1% |
| Ganho 5–10% | 142 | 18,5% |
| Ganho 10–20% | 513 | 66,7% |
| Ganho > 20% | 97 | 12,6% |
Um único título deu prejuízo, de R$ 26,50. Perda de crédito no período é efetivamente zero.
Estoque curtíssimo: prazo médio ponderado de 28,4 dias e 73% do valor presente vencendo já em setembro. O deságio embutido é de 10,98% sobre o custo, em linha com o que a carteira vem entregando.
Valor nominal por mês de vencimento ajustado
Aplicando a recuperação histórica de 100,08% sobre a face, o estoque projeta R$ 2.573.546 de caixa — ganho de R$ 256.601 (11,07%) até dezembro.
A cota saiu de 1.241,02 para 1.560,21 em cinco meses — +25,72%, ou 4,62% a.m. Zero entradas e zero saídas em todo o período, com 1.846,80 cotas constantes: o passivo está parado, todo o crescimento do PL veio de rentabilidade. Mas agosto quebrou a sequência de alta.
| Mês | Cota | Patrimônio | Retorno |
|---|---|---|---|
| Abertura 01/04 | 1.241,02399 | R$ 2.291.923,39 | — |
| abr/26 | 1.293,12640 | R$ 2.388.146,14 | 4,20% |
| mai/26 | 1.356,90999 | R$ 2.505.941,68 | 4,93% |
| jun/26 | 1.426,73079 | R$ 2.634.886,74 | 5,15% |
| jul/26 | 1.501,68620 | R$ 2.773.314,42 | 5,25% |
| ago/26 | 1.560,20904 | R$ 2.881.394,41 | 3,90% |
Quatro meses de aceleração (4,20 → 5,25%) e então uma queda de 1,35 ponto em agosto. Acumulados: 56,02% em 12 meses, 45,12% no ano. O extrato de julho vai até 29/07 (1.496,62708); os dois pregões finais foram interpolados ao ritmo de 0,17% ao dia e batem com o acumulado reportado em agosto.
Decomposição do retorno mensal: base de 0,16% por pregão mais o ajuste dos dias de lote
O fundo acrua todo dia — a base de 0,16% por pregão é estável e responde por dois terços do retorno. Em agosto a base não caiu (3,60%, a segunda melhor da série); o que sumiu foi o ajuste de liquidação, de ~1,6% para 0,30%.
Comparação entre o campo AJUSTE dos títulos baixados e o excesso de retorno da cota naquele mesmo dia (variação do dia menos a base de 0,16%, sobre o patrimônio da véspera)
| Data | Títulos | Ajuste de marcação | Excesso na cota | Razão | Leitura |
|---|---|---|---|---|---|
| 08/04 | 135 | R$ 28.271,40 | R$ 29.450,94 | 1,04× | confere |
| 08/05 | 128 | R$ 19.006,44 | R$ 19.586,79 | 1,03× | confere |
| 09/06 | 136 | R$ 41.849,73 | R$ 43.845,60 | 1,05× | confere |
| 02/07 | 3 | R$ 23.668,18 | R$ 24.550,73 | 1,04× | confere |
| 10/07 | 172 | R$ 14.808,10 | R$ 15.733,24 | 1,06× | confere |
| 11/08 | 147 | R$ 27.751,32 | R$ 29.511,16 | 1,06× | confere |
| 28/04 | 1 | R$ 88,40 | R$ 9.756,49 | 110× | sem lastro |
| 20/08 | 25 | R$ 0,00 | −R$ 5.982,41 | — | sem lastro |
| 14/08 | 0 | — | −R$ 15.086,38 | — | sem lastro |
Em seis dos nove dias a razão fica entre 1,03× e 1,06× — o ajuste de marcação dos CSVs explica o salto da cota com margem de 3 a 6%, atribuível ao acrual do próprio dia. Isso valida as duas bases uma contra a outra. Sobram três dias sem contrapartida nos recebíveis, e os dois negativos são de agosto. O lote de 07/05 ficou fora da tabela: a linha duplicada de baixa parcial distorce o campo de ajuste.
Em 31/08 o patrimônio é de R$ 2.881.394,41, mas a carteira de recebíveis vale R$ 2.433.655,97 a valor presente. Sobram R$ 447.738,44 fora da carteira — 15,54% do PL rendendo nada. O ativo continuou entregando (agosto foi o melhor mês da carteira, 10,98% sobre o custo) e o acrual diário se manteve em 3,60%, o segundo melhor da série. A queda veio de outro lugar: os ajustes de liquidação caíram de ~1,6% para 0,30%, corroídos por dois lançamentos negativos que não têm contrapartida nos recebíveis.
Com teto de 6,37% e cota entregando 3,90%, restam 2,47 pontos de atrito por mês — taxas de administração, gestão, custódia e auditoria. Aumentar a alocação é a alavanca mais barata: cada 5 pontos de caixa convertidos em carteira valem cerca de 0,38 p.p. a.m. ao cotista, sem alterar o risco de crédito.
Ganho realizado na carteira × variação efetiva do patrimônio, mês a mês
| Mês | Ganho realizado | Δ Patrimônio | Diferença | % do ganho | Ret. cota |
|---|---|---|---|---|---|
| abr/26 | R$ 118.661,06 | R$ 96.222,75 | R$ 22.438,31 | 18,9% | 4,20% |
| mai/26 | R$ 139.107,31 | R$ 117.795,54 | R$ 21.311,77 | 15,3% | 4,93% |
| jun/26 | R$ 156.599,48 | R$ 128.945,06 | R$ 27.654,42 | 17,7% | 5,15% |
| jul/26 | R$ 145.136,48 | R$ 138.427,68 | R$ 6.708,80 | 4,6% | 5,25% |
| ago/26 | R$ 164.747,81 | R$ 108.079,99 | R$ 56.667,82 | 34,4% | 3,90% |
| abr–ago | R$ 724.252,14 | R$ 589.471,02 | R$ 134.781,12 | 18,6% | 25,72% |
Em cinco meses o ativo realizou R$ 724 mil e o patrimônio subiu R$ 589 mil — R$ 134.781,12 de diferença, 18,6% do ganho bruto. A oscilação mês a mês (4,6% em julho, 34,4% em agosto) mostra que isso não é só taxa: parte é defasagem entre o regime de caixa da liquidação e o acrual diário do estoque. Agosto acumulou as duas coisas — comprou R$ 1,53 mi de safra nova cujo ganho ainda não apareceu no PL, e deixou 15,5% do fundo em caixa.
A tabela do sistema diz 10% a.m. Em 1.211 antecipações completas de 2026, a taxa média ponderada cobrada foi de 5,91% — e nenhuma exceção está registrada como regra. São R$ 255.642,64 de receita não capturada em nove meses, contra R$ 711.807,63 efetivamente retidos.
Taxa média ponderada aplicada, contra a taxa de tabela de 10% a.m.
Em janeiro a operação cobrava praticamente a tabela. Desde abril está estacionada perto de 5,3% — metade do preço, e sem sinal de reversão.
735 operações pagas pelo FIDC, por faixa de taxa cobrada do médico
| Taxa ao médico | % do volume | Retenção / bruto | Retorno s/ desembolso |
|---|---|---|---|
| ≥ 10% | 1,8% | 22,99% | 29,86% |
| 8 a 10% | 8,1% | 17,48% | 21,19% |
| 6 a 8% | 36,4% | 12,99% | 14,93% |
| 5 a 6% | 35,7% | 9,64% | 10,67% |
| abaixo de 5% | 18,0% | 8,71% | 9,54% |
A retenção é uma só e desaba junto com a taxa: de 22,99% do bruto na tabela cheia para 8,71% abaixo de 5%. Quem financia é o fundo — desembolsa o líquido, recebe o bruto. O desconto sai do retorno do fundo, e mais da metade do volume (53,7%) está nas duas faixas de baixo.
A tabela regraTaxaMedico — o mecanismo do sistema para taxa negociada por médico — tem zero registros. Mesmo assim, 1.153 das 1.211 operações saíram com origemTaxa: "padrao" e taxas entre 4% e 10%. O mesmo médico aparece com taxas diferentes em operações diferentes: um deles tem [4,0 · 4,36 · 5,0 · 6,0 · 8,0 · 10,0]. Não é política de preço, é negociação caso a caso fora do motor de taxas — sem trilha de aprovação e sem quem responda pelo desconto.
O desconto é inversamente proporcional ao tamanho: tickets acima de R$ 40 mil saem a 4,68%, tickets abaixo de R$ 1 mil a 7,00%. Os 34% do volume que mais pesam são justamente os mais baratos.
São dois efeitos somados: cada operação descontada rende menos ao fundo, e há menos operações. A originação paga pelo FIDC caiu 18% entre junho e agosto, e com ela a receita que alimenta o fundo. Sem originação nova, o caixa devolvido pelas liquidações não tem para onde ir — e foi exatamente isso que apareceu como 15,54% de PL parado em 31/08.
| Mês | Ops | Bruto originado via FIDC | Variação | Receita do fundo (CCB) | Retorno da cota |
|---|---|---|---|---|---|
| abr/26 | 110 | R$ 614.563,40 | — | R$ 61.488,04 | 4,20% |
| mai/26 | 182 | R$ 842.512,93 | +37% | R$ 79.996,45 | 4,93% |
| jun/26 | 161 | R$ 961.139,80 | +14% | R$ 77.892,58 | 5,15% |
| jul/26 | 169 | R$ 827.487,23 | −14% | R$ 61.608,18 | 5,25% |
| ago/26 | 154 | R$ 766.502,12 | −7% | R$ 83.114,65 | 3,90% |
| set/26 | 8 | R$ 21.450,00 | −96% | R$ 1.324,92 | — |
A receita de originação do fundo caiu de R$ 79.996 em maio para R$ 36.203 em agosto — −55%. Setembro tem só 8 operações até o dia 11. Se o ritmo se confirmar, o caixa parado cresce e a cota cai de novo.
Ressalva: as antecipações a médicos pagas pelo FIDC (R$ 492 mil desembolsados em agosto) explicam cerca de um terço do que o fundo adquiriu no mês (R$ 1,53 mi de safra nova no estoque). O restante entra por outro canal, direto com o cedente. A tendência de queda é clara, o dimensionamento exato não.
Os 328 títulos vivos têm coobrigação do cedente — se o sacado não pagar, o originador recompra. A PDD zerada da carteira apoia-se em duas pernas: um único pagador municipal e essa coobrigação. A força da segunda depende do capital de quem coobriga, e esses dados não permitem medi-la: a base de originação registra o quanto o médico paga, mas não como essa retenção se reparte entre fundo, originador e estrutura. Para avaliar a coobrigação é preciso o regulamento do fundo, a taxa de administração e a posição da cota subordinada — nada disso está no Ops Antecipaí.
A hipótese de que os descontos são dos assinantes se confirma — mas só em parte. Existem 48 contratos de assinatura (36 vigentes, 41 médicos) com taxa congelada em contrato, quase toda a 6%. Eles explicam R$ 82.703,88 do gap. Os outros R$ 166.628,76 — dois terços — não têm contrato vigente por trás.
1.211 operações completas de 2026, classificadas pela justificativa que a base sustenta na data da operação
| Justificativa | Ops | Bruto | % volume | Não capturado | % do gap |
|---|---|---|---|---|---|
| Assinante dentro da taxa congelada | 491 | R$ 2.003.792,00 | 32,0% | R$ 82.703,88 | 33,2% |
| Assinante abaixo da própria congelada | 107 | R$ 836.650,00 | 13,4% | R$ 43.580,48 | 17,5% |
| Assinante sem taxa congelada | 27 | R$ 99.701,56 | 1,6% | R$ 4.127,48 | 1,7% |
| Ex-assinante, contrato vencido | 148 | R$ 801.933,33 | 12,8% | R$ 33.510,19 | 13,4% |
| Campanha promocional | 0 | R$ 0,00 | 0,0% | R$ 0,00 | 0,0% |
| Sem assinatura e sem campanha | 284 | R$ 1.885.889,52 | 30,2% | R$ 85.410,62 | 34,3% |
| Taxa cheia, 10% ou mais | 154 | R$ 626.346,35 | 10,0% | — | — |
| Total | 1.211 | R$ 6.254.312,76 | 100% | R$ 249.332,64 | 100% |
Nenhuma das 71 campanhas cadastradas está vinculada a uma operação sequer. O campo campanha está nulo nas 1.211 — existem campanhas com nome de preço (“Campanha 5% - novembro”, “Campanha 7% - final de semana”), mas o desconto correspondente entrou como taxa avulsa, sem deixar rastro de qual campanha o autorizou.
São 284 operações, R$ 1.885.889,52 de volume bruto e R$ 85.410,62 de receita não capturada — a maior fatia isolada do gap. Nenhum deles tem contrato de assinatura, nem vencido. Organizei por faixa de impacto: 10 médicos concentram 73% do valor.
| Médico | Faixa | Ops | Bruto | Taxa média | Não capturado | Taxas aplicadas | Última op |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1. Jonathan | A | 7 | R$ 254.970,68 | 5,26% | R$ 12.085,41 | 5 · 6 | 13/08/2026 |
| 2. DANILO | A | 11 | R$ 215.050,00 | 5,17% | R$ 10.389,50 | 4 · 5 · 6 · 7 · 8 | 11/08/2026 |
| 3. VANESSA | A | 6 | R$ 122.345,18 | 4,99% | R$ 6.130,71 | 4 · 5 · 6 | 05/08/2026 |
| 4. SAMMIA | A | 6 | R$ 126.000,00 | 5,14% | R$ 6.126,40 | 4 · 4,9 · 5 · 7 | 29/06/2026 |
| 5. Adson | A | 8 | R$ 117.150,00 | 5,19% | R$ 5.633,10 | 4 · 4,9 · 5 · 6 · 9 | 28/08/2026 |
| 6. fabricio | A | 6 | R$ 110.550,00 | 5,00% | R$ 5.529,48 | 4,99 · 5 | 31/07/2026 |
| 7. SHIRLEY | A | 11 | R$ 115.200,00 | 5,31% | R$ 5.401,60 | 4 · 5 · 6 | 13/04/2026 |
| 8. CELSO | A | 4 | R$ 102.250,00 | 5,63% | R$ 4.465,00 | 5 · 6 | 23/03/2026 |
| 9. JOSE | A | 2 | R$ 68.334,63 | 5,00% | R$ 3.416,73 | 5 | 20/05/2026 |
| 10. LUCAS | A | 3 | R$ 70.950,00 | 5,28% | R$ 3.349,50 | 5 · 6 | 27/08/2026 |
| 11. MARCELO | B | 25 | R$ 93.500,00 | 6,87% | R$ 2.926,00 | 5 · 6 · 7 · 8 · 9 | 01/09/2026 |
| 12. Giovane | B | 18 | R$ 52.300,00 | 6,00% | R$ 2.092,00 | 5 · 6 · 7 · 8 | 08/09/2026 |
| 13. Elisa | B | 7 | R$ 45.100,00 | 5,54% | R$ 2.013,00 | 5 · 6 · 7 | 25/08/2026 |
| 14. Ana | B | 1 | R$ 40.000,00 | 5,00% | R$ 2.000,00 | 5 | 13/08/2026 |
| 15. Joao | B | 7 | R$ 33.000,00 | 5,60% | R$ 1.452,00 | 5 · 6 · 8 | 31/07/2026 |
| 16. Diego | B | 5 | R$ 31.900,00 | 6,36% | R$ 1.160,50 | 5 · 6 · 7 · 8 | 01/09/2026 |
| 17. CARLOS | B | 2 | R$ 18.900,00 | 5,40% | R$ 869,40 | 5 · 6 | 29/04/2026 |
| 18. sergio | B | 14 | R$ 21.450,00 | 6,10% | R$ 836,00 | 5 · 6 · 7 · 8 | 16/07/2026 |
| 19. Fabio | B | 8 | R$ 19.800,00 | 6,05% | R$ 782,54 | 4,86 · 5 · 6 · 7 | 29/07/2026 |
| 20. Silvia | B | 2 | R$ 13.920,00 | 5,00% | R$ 696,00 | 5 | 24/07/2026 |
| 21. Kalil | B | 8 | R$ 17.050,00 | 6,55% | R$ 588,50 | 5 · 8 · 9 | 31/08/2026 |
Faixas A e B — 21 médicos, 96% do valor. Os 49 da faixa C estão no CSV completo. Nomes conforme cadastro no Ops Antecipaí; CPF omitido aqui e disponível no arquivo.
26 médicos, 107 operações — taxa aplicada abaixo da congelada em contrato
| Médico | Congelada | Aplicada | Não capturado |
|---|---|---|---|
| Marcelo | 6% | 4,60% | R$ 12.237,50 |
| Sussene | 6% | 4,89% | R$ 4.693,20 |
| Lucas | 6% | 4,84% | R$ 4.174,50 |
| PAULO | 6% | 4,88% | R$ 3.175,00 |
| Renata | 6% | 4,56% | R$ 2.123,00 |
| Paulo | 6% | 4,48% | R$ 2.034,78 |
| HELOISA | 6% | 4,48% | R$ 1.917,50 |
| RODRIGO | 8% | 6,07% | R$ 1.600,50 |
| outros 18 | 6% | 4,4 a 5,2% | R$ 11.624,50 |
A assinatura vira piso negociável em vez de preço. Se a taxa contratada não vale, o produto perde a função — e o assinante paga R$ 199 por mês para ter o mesmo preço de quem não assina nada.
16 médicos, 148 operações após o fim do contrato
| Médico | Ops | Bruto | Taxa média | Não capturado |
|---|---|---|---|---|
| Allan | 9 | R$ 132.000,00 | 4,64% | R$ 7.080,00 |
| FELIPE | 6 | R$ 85.625,00 | 5,27% | R$ 4.046,25 |
| francisco | 6 | R$ 63.300,00 | 5,62% | R$ 2.772,00 |
| Renata | 4 | R$ 73.608,33 | 6,33% | R$ 2.704,17 |
| Milani | 6 | R$ 56.100,00 | 5,47% | R$ 2.541,00 |
| JORGE | 8 | R$ 68.800,00 | 6,42% | R$ 2.464,00 |
| Alex | 10 | R$ 48.950,00 | 5,03% | R$ 2.431,00 |
| outros 9 | 99 | R$ 273.550,00 | 6,4% | R$ 9.471,77 |
Allan operou 9 vezes a 4,64% depois do contrato vencer — e Alex e Milani seguiram a 5% até o fim de agosto. O fim da assinatura não dispara nenhuma reversão de preço.
Três achados que mudam o número final ou pedem confirmação com a administradora antes de qualquer uso oficial.
Três títulos aparecem em duas linhas — uma BAIXA PARCIAL POR DEPOSITO SACADO e uma baixa integral — e cada linha repete o mesmo VL_AQUISICAO. Somar a coluna direto infla o custo em R$ 662.303,08 e derruba o retorno aparente de 9,76% para 0,77%, com maio virando um falso prejuízo de 23%. O correto é consolidar por ID_RECEBIVEL, somando VALOR_PAGO e contando o custo uma única vez. O caso maior é o título H46120-1: R$ 380.000 + R$ 281.968,11 = R$ 661.968,11, exatamente a face.
TX_RECEBIVEL e TAXA_CESSAO têm mediana de 1,09% e 1,08% a.m., mas a taxa implícita nos valores de aquisição e face é de 6,18% a.m. (mediana) e 5,99% ponderada. Ou existe um deságio adicional fora do campo de taxa, ou os campos estão preenchidos com o juro do contrato original e não com a taxa de cessão. Vale confirmar com a administradora antes de reportar taxa a partir desses campos.
Chegaram cinco arquivos, não três — dois extras de 07/07. O arquivo 20260901_155405 é superconjunto de 20260707_163119 (os mesmos 136 títulos), então empilhar tudo sem deduplicar conta esse lote duas vezes. Além disso, não há nenhum movimento entre 11/07 e 10/08: consistente com o padrão de lotes mensais, mas convém confirmar que não é janela de extração faltando.
O fundo acrua o valor presente todo pregão (0,16% ao dia, dois terços do retorno mensal) e reconhece na liquidação apenas a diferença entre o pago e o marcado na véspera. Testando o campo AJUSTE dos CSVs contra o excesso de retorno da cota em cada dia de lote, a razão fica entre 1,03× e 1,06× em seis dos nove dias — as duas bases se validam mutuamente. A volatilidade anualizada de 4,89% continua não sendo medida de risco útil, mas por outro motivo: com um único pagador, o risco é binário e não aparece em desvio-padrão de série marcada a curva.
A carteira toda nasce de um contrato único de 2021, fatiado em parcelas com vencimentos ajustados ao longo de 2026. Isso reforça a leitura de risco: não são 328 créditos independentes, são 328 recortes do mesmo contrato com a mesma prefeitura.
Em abr–jul houve um dia negativo em 83 pregões. Só agosto teve dois. E nenhum dos dois se explica pelos recebíveis: 14/08 (−0,37%, −R$ 15.086) não tem movimento algum nos arquivos, e 20/08 (−0,05%, −R$ 5.982) tem lote de 25 títulos com AJUSTE exatamente zero — a baixa não deveria mexer na cota. Some-se 28/04 (+0,57%, +R$ 9.756), um salto positivo contra apenas R$ 88 de ajuste. São três lançamentos fora da carteira que somam cerca de R$ 30 mil e valem um pedido de extrato à administradora.
O campo investidor está nulo nas 1.211 antecipações completas de 2026 — a alocação por investidor, que existia no relatório de 2024–25 (Bacetti, Miller, HC, Fundo D3 e outros 10), deixou de ser preenchida. O único rastro de funding hoje é formaPagamento, que separa fidc de saldo_interno mas não diz qual fundo nem qual cota. Também não há vínculo direto entre a antecipação e o título no estoque do FIDC: a ponte teve de ser feita por período e por valor, não por chave.
| Bloco | Títulos | Custo | Caixa / face | Resultado | % |
|---|---|---|---|---|---|
| Ciclo fechado abr–ago/26 | 769 | R$ 7.417.109,23 | R$ 8.141.361,37 | R$ 724.252,14 | 9,76% |
| Carteira viva 31/08/26 | 328 | R$ 2.316.945,17 | R$ 2.571.428,76 | R$ 254.483,59 | 10,98% |
| Capital girado no período | 1.097 | R$ 9.734.054,40 | R$ 10.712.790,13 | R$ 978.735,73 | 10,05% |
O fundo girou 3,20× o valor do estoque atual em cinco meses. Com prazo médio de 38,5 dias, cada real de capital trabalha cerca de 9,5 vezes por ano — é a velocidade de reciclagem, não o spread unitário, que produz o retorno anualizado.
A primeira versão desta aba separava a retenção em “perna do fundo” (valorRetidoCcb) e “margem Portí” (o resíduo), e concluía que o desconto saía da margem do originador e que repactuar prejudicaria a cota. Essa separação não se sustenta. Três testes a derrubam: valorRetidoCcb excede valorRetido em 28 operações — impossível se fosse uma parte dele; feeCcbPercent não tem correlação com a taxa cobrada (r = +0,06) e sua mediana oscila de 3,5% a 10,4% de um mês para outro; e nas operações do FIDC a mediana de taxaAm − feeCcbPercent é −2,36 pontos, negativa em 80% dos casos. O campo é um cálculo paralelo da mesma operação com outra taxa, não um rateio de dinheiro.
Com a estrutura correta — a retenção é uma só e é o retorno de quem financia — repactuar melhora a cota em vez de piorá-la nos cenários 1 e 2. Os números abaixo são os corrigidos.
Uma regra só, em três graus de reação: quem tem assinatura vigente paga a taxa congelada em contrato; todo o resto vai para os 10% da tabela. A base são as 475 operações financiadas pelo FIDC entre junho e agosto de 2026.
| Grupo | Ops | Bruto 3 meses | Taxa hoje | Taxa nova |
|---|---|---|---|---|
| Assinantes vigentes | 300 | R$ 1.409.059,00 | 5,36% | 5,98% |
| Todos os demais (45 médicos) | 175 | R$ 1.095.570,15 | 5,58% | 10,00% |
| Base FIDC | 475 | R$ 2.504.629,15 | 5,46% | 7,74% |
Os assinantes sobem de 5,24% para 5,86% porque muitos vinham pagando abaixo da própria taxa congelada — a política só devolve o contrato ao que está escrito nele. Hoje essa base rende ao fundo 11,34% do TPV, ou 12,79% sobre o capital desembolsado no período.
Para cada operação com 60 dias de janela até 11/09: o médico voltou a antecipar?
| Taxa cobrada | Ops | Voltou em 60 d |
|---|---|---|
| 4% ou menos | 39 | 94,9% |
| 5% | 202 | 92,6% |
| 6% | 363 | 94,8% |
| 7% | 68 | 91,2% |
| 8 a 9% | 153 | 95,4% |
| 10%, tabela cheia | 137 | 95,6% |
A recompra é plana entre 91% e 96% — a faixa de 10% tem a maior de todas. Dos 48 médicos que já pagaram 10%, 10,9% não voltaram.
A taxa não é atribuída ao acaso — ela é negociada. Quem aceitou 10% pode ser exatamente quem aceitaria de qualquer jeito, e quem paga 5% pode ter conseguido esse preço justamente por ameaçar sair. Os 10,9% são um piso de elasticidade, não uma medição dela. Por isso o cenário 1 usa esse valor e os cenários 2 e 3 assumem reações progressivamente piores, sem base observacional.
Dentro de cada cenário, a probabilidade de saída de cada médico é proporcional ao aumento relativo do próprio custo: quem sai de 4% para 10% (custo × 2,5) tem risco maior que quem sai de 8% para 10% (× 1,25). A média ponderada por volume fecha no churn nominal do cenário.
A retenção inteira é o retorno de quem financia. Repreçar aumenta essa retenção; o churn reduz o volume sobre o qual ela incide. O saldo é positivo até um churn de 36%.
Churn de 11% — a taxa de abandono efetivamente observada depois de operações a 10%.
Contra 2,98% de cota se nada mudar, a repactuação adiciona 0,33 ponto por mês. Nenhum médico com probabilidade de saída acima de 50%.
Churn de 30% — corrige o viés de seleção: 3 em cada 10 não aceitam ver o custo dobrar.
Ainda acima dos 2,98% de não fazer nada: +0,11 ponto. O ganho de taxa quase empata com a perda de volume. SAMMIA é a única saída provável (76%) — paga 3,03%, o menor preço da base.
Churn de 55% — mais da metade da base repreçada deixa de antecipar.
Aqui a conta vira: −0,18 ponto contra não fazer nada. A carteira fica mais rentável por operação, mas pequena demais para compensar.
Receita do fundo e cota de equilíbrio em função do churn
| Churn | TPV 3 meses | Receita do fundo | Variação | Alocação | Cota de equilíbrio | vs não fazer nada |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 0% · ninguém sai | R$ 2.504.629 | R$ 339.306 | +20% | 68,09% | 3,43% | +0,45 pp |
| 11% · cenário 1 | R$ 2.384.116 | R$ 321.940 | +13% | 66,60% | 3,31% | +0,33 pp |
| 30% · cenário 2 | R$ 2.175.958 | R$ 291.945 | +3% | 64,03% | 3,09% | +0,11 pp |
| 35% · receita empata | R$ 2.124.000 | R$ 283.930 | 0% | 63,4% | 3,03% | +0,05 pp |
| 39% · cota empata | R$ 2.081.000 | R$ 277.500 | −2% | 62,9% | 2,98% | 0,00 pp |
| 55% · cenário 3 | R$ 1.902.066 | R$ 252.477 | −11% | 60,64% | 2,80% | −0,18 pp |
A repactuação só prejudica a cota se mais de 39% da base repreçada abandonar a antecipação. Contra uma elasticidade observada de 11%, a folga é de quase quatro vezes. Pelo lado do fundo, a decisão é robusta — a conclusão oposta da versão anterior desta aba.
O ganho de taxa e a perda de volume puxam a cota em direções opostas. O ganho age no retorno do ativo; a perda, na fatia do patrimônio que consegue ficar aplicada.
Com R$ 2.433.656 aplicados e prazo médio de 38,5 dias, manter a alocação de 84,46% exige R$ 1.896.355 de aquisição por mês. Em agosto o fundo comprou R$ 1.528.854. Faltam R$ 367.501 por mês já hoje — é essa diferença que vira caixa ocioso e derrubou a cota de 5,25% em julho para 3,90% em agosto.
Equilíbrio se o ritmo de aquisição de cada cenário persistir
| Cenário | Canal médico/mês | Aquisição/mês | Alocação | Caixa parado | Retorno do ativo | Cota |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Agosto realizado | R$ 683.387 | R$ 1.528.854 | 84,46% | 15,54% | 7,54% | 3,90% |
| Sem mudança, ritmo atual | R$ 683.387 | R$ 1.528.854 | 68,09% | 31,91% | 7,54% | 2,66% |
| 1 · Adesão | R$ 467.459 | R$ 1.504.290 | 67,00% | 33,00% | 8,04% | 2,92% |
| 2 · Base | R$ 425.029 | R$ 1.461.860 | 65,11% | 34,89% | 8,03% | 2,76% |
| 3 · Estresse | R$ 370.027 | R$ 1.406.858 | 62,66% | 37,34% | 8,00% | 2,54% |
A linha que mais importa continua sendo a segunda. Mesmo sem mexer em taxa nenhuma, a alocação converge para 68% e a cota para 2,66%, porque o ritmo de aquisição de agosto não sustenta a carteira. A repactuação move essa cota entre +0,26 e −0,12 ponto — melhora ou piora à margem, mas não resolve nem causa o problema de fundo.
Como foi estimado: cota = alocação de equilíbrio × retorno do ativo − 2,47 pontos de atrito (taxas de estrutura e defasagem de marcação), calibrados em agosto. O retorno do ativo sobe com o repreço apenas na fatia de 32% que vem do canal médico; os outros 68% entram direto com o cedente e mantêm o preço atual. É um modelo de convergência, não uma projeção mês a mês — a transição leva pelo menos um ciclo de giro.
Cenário 2 · Base — volume em risco = bruto × probabilidade de saída
| Médico | Bruto 3 m | Taxa hoje | Taxa nova | Prob. saída | Volume em risco |
|---|---|---|---|---|---|
| Jonathan | R$ 218.570 | 5,68% | 10% | 25% | R$ 54.643 |
| SAMMIA | R$ 65.800 | 3,03% | 10% | 76% | R$ 49.745 |
| DANILO | R$ 108.350 | 5,04% | 10% | 32% | R$ 35.105 |
| Adson | R$ 84.700 | 5,26% | 10% | 30% | R$ 25.071 |
| Giovane | R$ 62.200 | 4,83% | 10% | 35% | R$ 21.832 |
| LUCAS | R$ 70.950 | 5,28% | 10% | 29% | R$ 20.859 |
No cenário 3 são 22 dos 44 com saída provável. O risco não está nos maiores volumes e sim nos maiores aumentos: SAMMIA paga 3,03% e veria o custo triplicar, enquanto Jonathan, com o triplo do volume, sobe de 5,68%.
A cota melhora em qualquer churn até 39%, contra uma elasticidade observada de 11% — folga de quase quatro vezes. E a receita do fundo sobe até 35% de churn. Não há mais o conflito que a versão anterior apontava: a repactuação é boa para o cotista, não uma troca contra ele.
Sem tocar em nada, a alocação converge para 68% e a cota para 2,66%. O déficit de aquisição de R$ 367.501 por mês existe hoje e vale 1,24 ponto de cota; a repactuação inteira vale entre +0,26 e −0,12. Recuperar volume de originação vale três a doze vezes mais para o cotista do que qualquer decisão de preço.
Duas fatias do gap não aumentam preço para ninguém: devolver os 107 casos de assinantes que pagam abaixo da própria taxa congelada ao contrato (R$ 43.580 no ano) e aplicar a tabela aos 49 médicos da faixa C, cujo volume e risco de perda são irrelevantes. Só depois enfrentar a faixa A, onde estão os R$ 62.527 e o risco real.
Estabelecido o que valorRetidoCcb não é, fica em aberto como a retenção se reparte entre fundo, originador e estrutura — e portanto quanto a Portí ganha por operação. O Ops Antecipaí registra o que o médico paga, não o rateio. Para fechar isso são necessários o regulamento do fundo, a taxa de administração e gestão, e a posição da Portí na cota subordinada. Sem isso, qualquer número de margem do originador é suposição.
Partindo de 31/08 — patrimônio de R$ 2.881.394, 84,46% aplicado — e mantendo a aquisição de agosto de R$ 1.528.854 por mês, a carteira não se sustenta: o giro devolve mais caixa do que a originação consegue reaplicar, e a cota cai de 3,90% para 2,24% até dezembro.
Ritmo de aquisição de agosto mantido, taxa média do canal médico em 5,45% a.m.
| Mês | Aquisição | Patrimônio | Aplicado | Alocação | Caixa | Cota · caixa a 0% | Cota · caixa a 1% |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| ago/26 · realizado | R$ 1.528.854 | R$ 2.881.394 | R$ 2.433.656 | 84,46% | R$ 447.738 | 3,90% | — |
| set/26 | R$ 1.528.854 | R$ 2.998.199 | R$ 2.066.155 | 68,91% | R$ 932.044 | 3,90% | 4,05% |
| out/26 | R$ 1.528.854 | R$ 3.089.252 | R$ 1.985.018 | 64,26% | R$ 1.104.234 | 2,73% | 3,04% |
| nov/26 | R$ 1.528.854 | R$ 3.173.660 | R$ 1.967.105 | 61,98% | R$ 1.206.556 | 2,40% | 2,73% |
| dez/26 | R$ 1.528.854 | R$ 3.255.656 | R$ 1.963.150 | 60,30% | R$ 1.292.506 | 2,24% | 2,58% |
| Acumulado set–dez | R$ 6.115.416 | cota de 1.560,21 para 1.762,86 | 11,74% | 12,99% | |||
O caixa mais que triplica — de R$ 447.738 para R$ 1.292.506 — e passa a ser 40% do fundo. Não é perda de crédito: é capital devolvido pelas liquidações que não encontra ativo para comprar.
Rentabilidade mensal, mantendo a aquisição de agosto
Setembro ainda entrega 4,05% porque a carteira de agosto só vence ao longo do mês. O degrau real acontece em outubro, quando a alocação cai para 64% — daí em diante a curva achata num patamar entre 2,5% e 3%, sempre abaixo da meta.
Ganho de aplicar o caixa ocioso a 1,0% a.m.
| Mês | Caixa no início | % do PL | Ganho na cota | Rendimento |
|---|---|---|---|---|
| set/26 | R$ 447.738 | 15,5% | +0,16 pp | R$ 4.477 |
| out/26 | R$ 932.044 | 31,1% | +0,30 pp | R$ 9.320 |
| nov/26 | R$ 1.104.234 | 35,7% | +0,34 pp | R$ 11.042 |
| dez/26 | R$ 1.206.556 | 38,0% | +0,34 pp | R$ 12.066 |
| Total | 4 meses | +1,25 pp | R$ 35.855 | |
Aplicar o caixa vale +1,25 ponto de cota acumulada e R$ 35.855 no patrimônio até dezembro. É a intervenção mais barata do conjunto: não depende de originação, de renegociar com médico nenhum, nem de risco de crédito adicional.
Mas não resolve o problema: a cota de dezembro ainda fica em 2,58%, contra 3,90% em agosto. O caixa rendendo 1% ao mês tapa um oitavo do buraco que a falta de originação abre.
Manter a cota acima dos 4% dos últimos meses tem duas alavancas, e elas se substituem: mais volume aplicado, ou mais taxa por operação. Abaixo, todas as combinações que entregam 4,00% de forma sustentada, com o caixa rendendo 1%.
Aquisição mensal necessária para sustentar 4,00% de cota, por taxa média do canal médico
A curva cruza a linha da aquisição atual em 9,3% de taxa média — daí para a direita, o volume de hoje já sustenta os 4%. À esquerda, cada décimo de ponto a menos de taxa cobra volume adicional, até os +32% exigidos no preço de hoje.
| Taxa média do canal | Retorno do ativo | Alocação mínima | Aquisição necessária | vs hoje | Canal médico |
|---|---|---|---|---|---|
| 5,45% · hoje | 7,54% | 83,67% | R$ 2.021.049 | +32% | R$ 650.778 |
| 6,00% | 7,82% | 80,23% | R$ 1.938.082 | +27% | R$ 624.062 |
| 6,50% | 8,08% | 77,28% | R$ 1.866.651 | +22% | R$ 601.062 |
| 7,00% | 8,35% | 74,46% | R$ 1.798.734 | +18% | R$ 579.192 |
| 7,50% | 8,62% | 71,79% | R$ 1.734.077 | +13% | R$ 558.373 |
| 8,00% | 8,90% | 69,24% | R$ 1.672.452 | +9% | R$ 538.529 |
| 8,50% | 9,19% | 66,80% | R$ 1.613.650 | +6% | R$ 519.595 |
| 9,00% | 9,48% | 64,48% | R$ 1.557.481 | +2% | R$ 501.509 |
| 9,50% | 9,79% | 62,25% | R$ 1.503.772 | −2% | R$ 484.215 |
| 10,00% · tabela | 10,10% | 60,12% | R$ 1.452.366 | −5% | R$ 467.662 |
O ponto de equilíbrio está em 9% de taxa média: aí o volume de agosto já basta, sem crescer nada. Abaixo disso é preciso compensar com volume — e na taxa de hoje, 5,45%, a exigência é de +32% de aquisição por mês, R$ 492 mil a mais.
Premissa conservadora: a taxa maior só se aplica aos 32% da aquisição que vêm do canal médico; os outros 68% entram direto com o cedente e mantêm o preço atual. Se esse canal também repactuasse, a exigência de volume cairia bem mais.
Cota mensal projetada em cada estratégia, contra a trajetória de não fazer nada
As três estratégias chegam ao mesmo lugar em dezembro — 4,00% — mas por rotas muito diferentes. A taxa entrega resultado imediato; o volume, gradual. A Meta C salta para 6,21% já em setembro porque o repreço vale desde a primeira operação nova, enquanto a Meta A só ultrapassa a meta em outubro, quando o volume acumulado começa a repor a carteira. Em compensação, C perde altitude rápido — termina o ano com apenas 57,7% do fundo aplicado, contra 80,5% da Meta A.
A curva cinza é o mesmo cenário do primeiro gráfico: aquisição de agosto mantida, caixa rendendo 1% ao mês. A distância entre ela e as coloridas, em dezembro, é de 1,42 ponto de rentabilidade mensal.
Mantém a taxa média em 5,45% e busca 4% apenas crescendo a originação.
O caminho mais caro. Exige originar R$ 377 mil a mais por mês num canal que vem caindo desde junho. É a alavanca certa, mas na direção contrária à tendência.
Repactuação parcial — o que a política de assinantes mais faixa C entrega, sem tocar nos maiores.
Combinação mais realista: um ponto e meio de taxa tira 14 pontos percentuais da exigência de crescimento. Setembro já entregaria 4,73%.
Taxa média de 10% — o cenário da aba anterior, com assinantes preservados.
Praticamente o volume de hoje. Setembro entregaria 6,21% e dezembro fecharia em 4,00% mesmo com só 57,7% do fundo aplicado — o resto rendendo 1% no caixa.
O fundo cresce mês a mês com o próprio rendimento e o giro devolve caixa. Duas formas de lidar com isso: deixar o caixa acumular com os médicos de hoje, ou usar cada real que volta para trazer médicos novos ao ticket médio atual, entrando a 7% — sem tocar no preço de quem já antecipa.
Médicos atuais mantidos a 5,46%; os novos entram a 7% com 2,11 operações por mês de R$ 5.273
Setembro é igual nas três — o estoque de 31/08 já está dado. A partir de outubro as curvas abrem: sem médicos novos a cota desce para 2,58%; mantendo o nível de alocação de agosto ela sobe para 4,67%; e com o caixa zerado chega a 6,10%, porque cada real que entra passa a render 10,04% a.m. em vez de 1%.
Cenário 2 — novos médicos suficientes para manter 84,5% do fundo aplicado
| Mês | Patrimônio | Alocação | Caixa | Retorno do ativo | Cota | Novos no mês | Acumulado | TPV dos novos/mês |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| set/26 | R$ 2.998.199 | 84,46% | R$ 465.932 | 7,54% | 4,05% | 49 | 49 | R$ 545.453 |
| out/26 | R$ 3.131.380 | 84,60% | R$ 482.216 | 8,00% | 4,44% | 10 | 59 | R$ 656.769 |
| nov/26 | R$ 3.275.195 | 84,58% | R$ 505.098 | 8,17% | 4,59% | 10 | 69 | R$ 768.086 |
| dez/26 | R$ 3.428.273 | 84,36% | R$ 536.352 | 8,26% | 4,67% | 10 | 79 | R$ 879.403 |
| Acumulado | +18,98% | média 4,44%/mês | contra 12,99% (3,10%/mês) só com os atuais | |||||
O primeiro mês pesa: 49 médicos novos em setembro, porque é preciso repor de uma vez a carteira que vence e não é reposta. Depois o ritmo cai para 10 por mês. Em dezembro os 79 novos movimentam R$ 879 mil/mês — mais que toda a base atual — e o retorno do ativo sobe de 7,54% para 8,26% porque eles entram a 7% e não a 5,46%.
Para zerar o caixa (cenário 3) seriam 98 novos em setembro e 136 acumulados em dezembro. É a versão em que o Antecipaí vira 100% do crescimento do fundo.
Coortes fixas por mês, cumulativas, todos a 7%
| Novos/mês | Acum. dez | TPV novos em dez | Cota dez | Alocação dez | Média set–dez |
|---|---|---|---|---|---|
| 0 | 0 | — | 2,58% | 60,3% | 3,10% |
| 5 | 20 | R$ 222.634 | 3,04% | 66,7% | 3,33% |
| 10 | 40 | R$ 445.267 | 3,49% | 73,0% | 3,55% |
| 15 | 60 | R$ 667.901 | 3,93% | 79,1% | 3,77% |
| 20 | 80 | R$ 890.535 | 4,37% | 85,2% | 3,99% |
| 30 | 120 | R$ 1.335.802 | 5,25% | 97,0% | 4,43% |
20 médicos novos por mês é o ritmo constante que devolve a cota a 4% em dezembro e mantém a média do quadrimestre em 3,99%. Abaixo de 15 por mês a cota não recupera até o fim do ano.
Cada título do fundo é o lote de um dia de antecipações. Casando por data:
Nos lotes que casam, o fundo paga o que o médico recebe — não há margem de intermediação no título. E os dias que não casam são os títulos grandes e esparsos (R$ 500 a 880 mil em 08/04, 10/06, 03/07, 11/08): é o canal direto com o cedente, agora separável do canal médico pelo próprio padrão. E separando os títulos pela inferência, o ciclo real de cada canal aparece: 44,6 dias e 12,66% por ciclo no canal médico (8,35% a.m.), contra 37,9 dias e 9,51% no cedente direto (7,45% a.m.). O médico é cobrado por 2,08 meses e o fundo recebe em 1,5.
Cedente mantido no nível de hoje, médicos atuais mantidos, e cada médico novo trazendo R$ 10 mil/mês de TPV. O resultado de todos os canais é reinvestido. A pergunta é dupla: quantos médicos o caixa mais o lucro retido conseguem financiar sem captação, e o que a captação precisa cobrir acima disso.
Novos médicos na taxa média atual de 5,46%, entrando em ritmo constante
| Novos/mês | Caixa zera em | Médicos até lá | Caixa em ago/27 | Alocação ago/27 | Cota ago/27 |
|---|---|---|---|---|---|
| 10 | não zera | 120 | R$ 1.004.773 | 78,2% | 4,12% |
| 15 | não zera | 180 | R$ 530.532 | 89,2% | 4,94% |
| 20 | não zera | 240 | R$ 56.290 | 98,9% | 5,68% |
| 25 | fev/27 | 150 | R$ 0 | 100% | 5,75% |
| 30 | dez/26 | 120 | R$ 0 | 100% | 5,75% |
| 40 | nov/26 | 120 | R$ 0 | 100% | 5,76% |
20 médicos por mês é o ritmo máximo autofinanciado. Nesse ritmo o caixa vai sendo consumido ao longo do ano inteiro e termina em R$ 56 mil com 98,9% aplicado — 240 médicos novos, R$ 2,4 mi/mês de TPV adicional, e o fundo sai de R$ 2,88 mi para R$ 5,18 mi de PL sem um real de captação. Abaixo de 15/mês o caixa nem chega a ser usado; acima de 25 ele acaba antes de março.
A 7% o limite sobe para 24 por mês (288 acumulados), porque cada médico devolve mais e financia o próximo mais rápido.
Quanto o fundo precisa captar em 12 meses para sustentar cada ritmo
| Novos/mês | Taxa | Captação total | PL em ago/27 | Cota ago/27 | Média 12 m |
|---|---|---|---|---|---|
| 20 | 5,46% | R$ 0 | R$ 5.176.202 | 5,68% | 5,00% |
| 30 | 5,46% | R$ 955.473 | R$ 6.637.404 | 5,79% | 5,36% |
| 40 | 5,46% | R$ 1.987.659 | R$ 8.154.897 | 5,82% | 5,47% |
| 20 | 7% | R$ 0 | R$ 5.535.601 | 6,52% | 5,59% |
| 30 | 7% | R$ 357.373 | R$ 6.613.540 | 7,48% | 6,42% |
| 40 | 7% | R$ 1.093.156 | R$ 8.029.538 | 7,74% | 6,73% |
A 30 médicos/mês, a taxa faz uma diferença de R$ 600 mil de captação: R$ 955 mil a 5,46% contra R$ 357 mil a 7%, para praticamente o mesmo PL final. Cada ponto de taxa nos novos é capital que o fundo não precisa levantar.
20 novos por mês a 5,46%, sem captação
| Mês | PL | Alocação | Caixa | Cota | Médicos |
|---|---|---|---|---|---|
| set/26 | R$ 3.006.685 | 78,0% | R$ 662.996 | 4,35% | 20 |
| dez/26 | R$ 3.402.610 | 88,6% | R$ 388.696 | 4,50% | 80 |
| mar/27 | R$ 3.943.939 | 96,4% | R$ 141.957 | 5,27% | 140 |
| jun/27 | R$ 4.635.176 | 99,1% | R$ 42.468 | 5,62% | 200 |
| ago/27 | R$ 5.176.202 | 98,9% | R$ 56.290 | 5,68% | 240 |
O caixa cai de R$ 663 mil para R$ 42 mil em junho e estabiliza: a partir daí o lucro retido do mês paga exatamente os 20 médicos do mês seguinte. O fundo fica em regime de crescimento composto, +80% de PL em 12 meses, com a cota subindo de 4,35% para 5,68%.
Cedente fixo em R$ 845 mil/mês de desembolso (ciclo 37,9 d, 7,45% a.m.); médicos atuais fixos em R$ 683 mil/mês (ciclo 44,6 d, 8,43% a.m.); cada médico novo R$ 10 mil/mês de TPV no mesmo ciclo, permanecendo ativo o ano inteiro; caixa a 1% a.m.; atrito de 2,47 pontos sobre o PL, como calibrado em agosto — e que cresce junto com o PL, o que é conservador se parte dos custos for fixa. Sem resgates. Nenhum churn dos novos: 240 médicos ativos ao mesmo tempo é mais que o triplo da base atual de 75, e a capacidade operacional de originar isso não está modelada.
A primeira versão desta aba filtrava as antecipações por status = "complete". Esse campo é de ciclo de vida e atrasa: 66 operações estão em process, das quais 62 já com kanbanStatus: finalizado e metade com data de pagamento preenchida — enquanto entre as complete só 42 de 1.212 têm esse campo. O corte tirou R$ 233.750 de agosto, e como todas as operações em process têm transferência de 17/08 em diante, o erro atingiu só os dois últimos meses.
Agosto real: R$ 801.925 de TPV (R$ 766.502 pela perna do FIDC), não R$ 541.552. A queda de junho a agosto é de 18%, não 43%. E o Antecipaí pesa 45% da aquisição do fundo, não 31%. Os números abaixo são os corrigidos; janeiro a julho não mudaram.
As duas alavancas na métrica que a operação controla: quanto o Antecipaí precisa antecipar por mês e a que taxa média por operação. A meta de taxa sai das etapas de repactuação, na ordem de menor risco, uma por mês. A meta de TPV é o que sobra para a cota fechar em 4,00%.
Assumindo que o canal direto com o cedente não cresce — o Antecipaí absorve todo o crescimento
| Mês | Etapa de taxa | Taxa média/op | TPV antecipado | Ops | vs agosto | Desembolso | Cota |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| agosto · realizado | — | 5,48% | R$ 766.502 | 154 | — | R$ 683.387 | 3,90% |
| set/26 | Assinantes à congelada + faixa C | 5,84% | R$ 1.143.695 | 217 | +49% | R$ 1.004.899 | 4,05% |
| out/26 | + ex-assinantes a 10% | 5,96% | R$ 1.227.182 | 233 | +60% | R$ 1.075.751 | 4,00% |
| nov/26 | + faixa B a 10% | 6,39% | R$ 1.203.655 | 228 | +57% | R$ 1.045.754 | 4,00% |
| dez/26 | + faixa A a 10% | 7,67% | R$ 1.037.786 | 197 | +35% | R$ 878.132 | 4,00% |
| jan/27 · sustentação | manutenção | 7,67% | — | — | — | — | 4,00% |
Em operações: de 154 para 197–233 por mês, ao ticket médio de R$ 5.273. São cerca de 11 antecipações por dia útil no pico, contra 7 hoje. O peso do Antecipaí dentro do fundo sobe de 45% para 56%.
Dezembro exige menos TPV que novembro — +35% contra +57%. É a faixa A entrando na tabela cheia: o salto de 6,39% para 7,67% substitui 22 pontos de crescimento.
Mesmas metas de taxa, com o canal direto acompanhando o ritmo
| Mês | Taxa média/op | TPV antecipado | Ops | vs agosto |
|---|---|---|---|---|
| set/26 | 5,84% | R$ 951.712 | 180 | +24% |
| out/26 | 5,96% | R$ 992.967 | 188 | +30% |
| nov/26 | 6,39% | R$ 994.827 | 189 | +30% |
| dez/26 | 7,67% | R$ 934.592 | 177 | +22% |
Com o outro canal puxando junto, a exigência cai quase pela metade: +22% a +30% em vez de +35% a +60%. A diferença entre as duas tabelas mede o quanto a meta do Antecipaí depende de uma decisão que não é dele.
Taxa média exigida mantendo o TPV de agosto
| Mês | Alocação do fundo | Taxa média exigida |
|---|---|---|
| set/26 | 84,46% | 5,39% |
| out/26 | 68,95% | 7,41% |
| nov/26 | 63,69% | 8,25% |
| dez/26 | 60,69% | 8,78% |
Sem TPV novo a alocação cai e a taxa precisa compensar: 8,78% em dezembro. Com o canal pesando 45% do fundo em vez de 31%, a taxa tem mais alavancagem — mas ainda assim exige levar quase toda a base sem assinatura à tabela cheia.
Contribuição marginal para a cota, enquanto houver caixa parado — o fundo retém 11,34% de cada real de TPV, e o capital que a operação ocupa hoje rende zero
| Perfil do médico | TPV/mês | Receita/mês | + cota (caixa a 0%) | + cota (caixa a 1%) | Capital ocupado |
|---|---|---|---|---|---|
| Mediano (p50) | R$ 5.867 | R$ 665 | +0,023 pp | +0,020 pp | R$ 7,7 mil |
| Médio | R$ 11.132 | R$ 1.262 | +0,044 pp | +0,038 pp | R$ 14,7 mil |
| p75 | R$ 17.783 | R$ 2.016 | +0,070 pp | +0,061 pp | R$ 23,4 mil |
| p90 | R$ 26.800 | R$ 3.038 | +0,105 pp | +0,092 pp | R$ 35,3 mil |
| Cada R$ 100 mil/mês de TPV | R$ 100.000 | R$ 11.336 | +0,39 pp | +0,34 pp | R$ 132 mil |
Regra de bolso: quatro médicos medianos valem um décimo de ponto de cota por mês. Se o médico novo entrar na tabela de 10% em vez dos 5,48% médios de hoje, cada um vale 1,83× mais — o mediano passa de +0,023 para +0,042 pp, e R$ 100 mil/mês de TPV de +0,39 para +0,72 pp.
Até onde isso vale: só enquanto houver caixa parado. Os R$ 447.738 de 31/08 absorvem 58 médicos medianos (ou 13 do p90); o caixa de equilíbrio no ritmo atual, R$ 919 mil, absorve o dobro. Depois disso um médico novo passa a deslocar capital do canal do cedente, e o ganho cai para a diferença de taxa entre os dois canais — que estes dados não medem.
Base: 75 médicos ativos na perna FIDC em jun–ago/26, 2,11 operações por médico por mês, ticket de R$ 5.273. Capital ocupado no ciclo real do canal médico: 44,6 dias, medido nos títulos que casam com lotes diários de antecipações (12,66% por ciclo, 8,35% a.m.). O canal direto com o cedente gira em 37,9 dias a 7,45% a.m.; a média do fundo, 38,5 dias a 7,54%.
Peso de cada grupo no TPV do canal (jun–ago) e taxa que pratica hoje
| Grupo | Ops | TPV | % do canal | Taxa hoje | Taxa após etapa |
|---|---|---|---|---|---|
| Assinantes | 300 | R$ 1.409.059 | 56,3% | 5,36% | congelada (6% ou 8%) |
| Sem assinatura · faixa A | 30 | R$ 671.570 | 26,8% | 5,26% | 10,00% |
| Sem assinatura · faixa B | 78 | R$ 281.850 | 11,3% | 6,11% | 10,00% |
| Ex-assinantes | 24 | R$ 71.600 | 2,9% | 5,74% | 10,00% |
| Sem assinatura · faixa C | 43 | R$ 70.550 | 2,8% | 6,36% | 10,00% |
A ordem é deliberada: começa pelos grupos onde o aumento é contratual ou irrelevante em volume, e deixa a faixa A para dezembro — 26,8% do TPV concentrado em 30 operações, onde está o risco real de perder médico. Os assinantes nunca vão a 10%: sobem apenas até a taxa que já assinaram.
Defasagem de um mês: o TPV antecipado em um mês forma o estoque que rende no mês seguinte. As metas de setembro sustentam a cota de outubro — setembro em si já está definido pelo estoque de 31/08. Ops estimadas pelo ticket médio de R$ 5.273; prazo médio de 2,08 meses.
Com o caixa indo de R$ 448 mil para R$ 1,29 milhão, remunerá-lo a 1% ao mês adiciona 1,25 ponto de cota acumulada e R$ 35.855 de patrimônio em quatro meses. É a única alavanca aqui que não exige originação nova, renegociação com médico nem risco de crédito adicional. Vale confirmar no regulamento do fundo o que é permitido como caixa remunerado e se há limite de percentual do patrimônio.
O ritmo de aquisição de agosto sustenta uma alocação de equilíbrio de 60%, não os 84% de agosto. A cota cai não porque a carteira piorou — o retorno do ativo segue em 7,54% a.m. e a inadimplência é zero — mas porque quatro décimos do fundo deixam de trabalhar. Entre setembro e outubro se perde a maior parte da queda.
Cada ponto percentual de taxa média a mais no canal médico dispensa cerca de 9% de crescimento de volume. Sair de 5,45% para 7% derruba a exigência de +32% para +18%; chegar a 9% zera a exigência. Como o canal médico vem caindo desde junho, a alavanca de preço é hoje a mais acessível das duas — e é a mesma decisão analisada na aba de cenários, onde ela se mostra robusta até 39% de churn.
Prazo médio constante de 38,5 dias; retorno do ativo de 7,54% a.m. sobre o aplicado; atrito de 2,47 pontos ao mês sobre o patrimônio (taxas de estrutura e defasagem de marcação), calibrado em agosto; inadimplência zero, como observado nos cinco meses de histórico; sem captação nem resgate, como no período analisado. A remuneração de 1% a.m. no caixa é premissa dada, não verificada no extrato. E o modelo é de convergência mensal — não capta o degrau que os lotes de liquidação produzem dentro de cada mês.